jueves 16 de julio de 2009

"A educação dos cívicos sentidos", de Ricardo Domeneck

video

"Work in progress": Ricardo Domeneck: "A educação dos cívicos sentidos", 2009. Trabajo creado para ser presentado en la apertura da FLAP 2009. Casa das Rosas, 7 de julio de 2009. Mesa con los poetas Alfredo Fressia (Uruguay) y Paulo Ferraz (Brasil). Organización de Rafael Daud.

Este es el texto que Domeneck recita en el video:

A os vinte anos da queda do muro, a oportunidade de meditar sobre dualismos que ainda imperam? Num momento que se gaba de suas multiplicidades? Essa queda marca a ascensão do Império sob o qual nos movimentamos hoje? Opera esse Império através da língua do poema de Yeats? "On being asked for a war poem"? O poeta que escreveu "I think it better that in times like these / A poet keep his mouth shut" é o mesmo que escreveu "Easter, 1916"? Ou este poeta acreditava que a política pertence aos políticos, não aos poetas, e por isso se fez senador? O papel do poeta seria mesmo o de emocionar moçoilas e consolar velhinhos? O silêncio proposto por Yeats é o mesmo de Clarice Lispector que, em lhe sendo pedido o papel do escritor brasileiro, respondeu: "falar o menos possível"? O silêncio dos dois equipara-se ao de George Oppen? Aquele que parecia também crer que poesia e política são incompatíveis? É isso o que dizia a personagem de Glauber Rocha em Terra em Transe? A poesia e a política são demais para um único ser humano? É por isso que Oppen abandona a poesia por vinte anos para dedicar-se ao ativismo político? Ninguém aqui, além de nós, as galinhas? O poeta está ofendido? O poeta é inofensivo? Você teria coragem de dizer isso a Ossip Mandelshtam, que morreu na Sibéria por causa de um poema? Você é pós-utópico? Se o é, você é também trans-histórico? Que dia é hoje no seu poema? Você também acredita que a vanguarda foi apenas um afrodisíaco para a tradição? Escrever sonetos ou concretos tem implicações políticas? Política é conteúdo ou política é forma? Essa pergunta é a mesma se mudarmos o substantivo "política" pelo substantivo "poética"? Talvez a ética da escrita configure-se nesta resposta? Mais radical o silêncio ativista de George Oppen ou o ativismo em voz alta de Ulrike Meinhof? Também te perturba imaginar esta escritora pacifista tornando-se uma das líderes da Facção do Exército Vermelho? O que leva um poeta a decidir que palavras não bastam? O que leva uns a recorrerem a poemas (como Murilo Mendes), uns ao Senado (como W.B. Yeats), outros à organização de greves (como George Oppen) e outros ainda à luta armada (como Ulrike Meinhof)? A poesia silencia diante do mundo dos eventos? Poesia pura é ativismo e resistência? O que diabos queria dizer Adorno com a impossibilidade de escrever poesia após Auschwitz? Você esteve em Búzios hoje? Você já saqueou Celan esta semana? Insistir na inutilidade da poesia como única forma de resistência? Poesia resistência? A negação do caos presente pela nostalgia da Idade de Ouro de um passado mitificado? Ou a negação do caos presente pela invocação da parúsia, da revolução? Resistência pela negação e não-participação, como queria Theodor Adorno no ensaio “Lírica e sociedade”? Lorca foi mesmo assassinado como poeta lírico, ou foi o dramaturgo dissidente e inimigo dos valores de direita que os fascistas precisaram silenciar? Há diferença entre o Lorca doRomanceiro Gitano e o Lorca de A Casa de Bernarda Alba? Você simpatiza com a revolução? Você está sendo filmado? Você já confundiu o espaço público com seu espaço privado hoje? Vladimir Maiakóvski encontra Ezra Pound contra a usura? Oh 1930s, with Usura hath no man a house of good stone? Oh 1960s, with Capitalism hath no man a house? Oh 2000s, with Globalization hath no man a no? O que Ludwig Wittgenstein queria realmente dizer ao afirmar que ética e estética são uma só? Quando um poeta levanta-se da cama pela manhã, ele reencena diariamente o “salto participante” proposto por Décio Pignatari? À direita ou à esquerda, de que lado está o poeta, e isto define se é político ou não? Estava sendo político o cavalier Richard Lovelace ao escrever o poema lírico “To Althea, from Prison”? Como Tomás Antônio Gonzaga escrevendo a segunda parte de “Marília de Dirceu” na prisão? Ou são mais políticas as Cartas Chilenas? Oh Shelley, ninguém quer reconhecer tua legislação mundial? Quem inaugurou o poeta-Cassandra? “L`Albatros” himself, Baudelaire? Rimbaud, o desajustado? O adolescente loiro? O amante de Verlaine? O contrabandista de armas na África? É mais político oralizar estas perguntas ou publicá-las em escrita? Em que momento o poeta exila-se ou é expulso da República? Em que momento o poeta épico deixa de fundar a nação para fundi-la e findá-la? O planalto central do Brasil desce em escarpas abruptas? Você gostaria de ser o Maudsley dos nossos crimes nacionais? Te aborrece tudo quanto seja público? Você estampa teu miocárdio privado em cada muro público? Gregório de Matos entoando “Triste Bahia! Ó quão dessemelhante / Estás e estou do nosso antigo estado!”? Ou seu racismo na estrofe seguinte anula o ato? Tristan Tzara, Hans Arp e Hugo Ball entoando DADA em atas estavam uivando pela utopia ou destoando da distopia? A política do poeta está no questionamento formal? Ou seria melhor discutir os suportes para a poesia, como métodos de publicação e distribuição e financiamento? Tudo isso tem implicações, como querem os poetas da revista L=A=N=G=U=A=G=E? Onde te ocultas, precária síntese, penhor do meu sono, luz dormindo acesa na varanda? Poeta bom é poeta morto? Poeta bom é poeta universal? Ou mulher escreve como mulher, viado como viado, negro como negro, macho como macho? Você é um poeta aristocrático? Que ação nos é possível? Mas, ora, escrever poesia já não é ativismo e resistência? The poet cannot set a statesman right mas pode dificultar-lhe os abusos? Você já leu os jornais hoje? Você traduz "news that stays news" por "novidade que permanece novidade" ou "notícia que permanece notícia"? O caminho da sátira é o único para uma poesia abertamente política? Será tudo culpa do nosso vocabulário ou será tudo culpa de Kate Moss? Podemos aprender com a sutileza política de Machado de Assis e Clarice Lispector? Podemos parafrasear Lispector e dizer: eis que o poeta está feliz, pois finalmente desiludiu-se? Se vivemos um momento pós-utópico, tanto melhor? Vamos começar a escrever uma poesia pré-distópica?

viernes 10 de julio de 2009

PROGRAMACION DEL FESTIVAL FLAP

PROGRAMAÇÃO

de 7 a 14 de julho de 2009

Dia 07 de julho, terça-feira

CASA DAS ROSAS

19 às 21h ABERTURA

Em lhe sendo pedido um poema de guerra, de W. B. Yeats

Com os poetas Alfredo Fressia e Paulo Ferraz


Dia 08 de julho, quarta-feira

CASA DAS ROSAS

14h MESA DE DEBATE 1- A poesia pode derrubar um muro, ou “have we no gift to set a statesman right”? com:

  • Annita Costa Malufe
  • Dirceu Villa
  • Amalia Gieschen

16h PALESTRA sobre poesia concreta com Frederico Barbosa

18h LEITURA com os convidados

  • Amalia Gieschen
  • Valeria Meiller


LIVRARIA CULTURA SHOPP. BOURBON

18h LEITURA e SESSÃO DE AUTÓGRAFOS com Annita Costa Malufe, Dirceu Villa e Fábio Aristimunho Vargas


20h PASSEATA poética da Casa das Rosas até o ESPAÇO ZERO CULTURAL para Sarau noturno


Dia 09 de julho, quinta-feira

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

12h Visita ao museu – inscrições pelo e-mail flapsp2009(arroba)gmail.com

14h MESA DE DEBATE 2- A pena está entre a cruz e a espada, com:

  • Fábio Aristimunho Vargas
  • Luci Collin
  • Ámbar Past
  • Paulo Ferraz

16h LEITURA com os convidados:

  • Simone Brantes
  • Fabiana Faleiros
  • Fábio Aristimunho Vargas
  • Luci Collin
  • Paulo Ferraz


Dia 10 de julho, sexta-feira

CASA DAS ROSAS

14h MESA DE DEBATE 3- Existe um muro entre a poesia e as outras linguagens? A poesia está encastelada no livro ou na palavra? com:

  • Ana Rüsche
  • Dirceu Villa
  • Alejandro Mendez

16h LEITURA com os convidados:

  • Annita Costa Malufe
  • Ana Rüsche
  • Dirceu Villa
  • Alejandro Mendez


Dia 11 de julho, sábado

ESPAÇO SATYROS DOIS

15h LEITURA com as poetas Ana Rüsche, Camila do Valle, Diego Ramirez e outros poetas convidados


LIVRARIA CULTURA SHOPP. VILLA-LOBOS

18h LANÇAMENTO: Cámbio Climático: Panorama de la joven poesía boliviana e LEITURA com a poeta Jessica Freudenthal


Dia 12 de julho, domingo

CASA DAS ROSAS

10h-16h OFICINAS DE CRIAÇÃO com ALEJANDRO MENDEZ e DIEGO RAMIREZ, salas 1 e 2

inscrições pelo e-mail flapsp2009(arroba)gmail.com

17h LEITURA ABERTA e apresentação dos trabalhos das oficinas


LIVRARIA CULTURA SHOPP. MARKET-PLACE

15h LEITURA e SESSÃO DE AUTÓGRAFOS com as poetas Amalia Gieschen, Ámbar Past e Simone Brantes (a confirmar)


Dia 13 de julho, segunda-feira

FÁBRICA DE CRIATIVIDADE

16h MESA DE DEBATE 4- Existe uma poesia popular e uma poesia erudita oponíveis? com:

  • Camila do Valle
  • Pablo Paredes
  • Balam Rodrigo (a confirmar)

18h LEITURA com os convidados:

  • Camila do Valle
  • Pablo Paredes
  • Balam Rodrigo (a confirmar)

20h SARAU no BAR do BINHO


Dia 14 de julho, terça-feira

CASA DAS ROSAS

18h MESA DE DEBATE 5- Que elementos fazem a poesia mais própria para derrubar um muro? com:

  • Jessica Freudenthal
  • Diego Ramirez
  • Valeria Meiller

20h LEITURA com os três convidados da mesa

21h ENCERRAMENTO


MESA DE LIVROS E EDITORAS NA CASA DAS ROSAS DURANTE TODOS OS DIAS DO EVENTO


ENDEREÇOS:

Casa das Rosas

Av. Paulista, 37 – Bela Vista

Fone: 3285-6986/ 3288-9447

Fábrica de Criatividade

R. Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 – Capão Redondo

Fone: 5511-0055

Museu da Língua Portuguesa

Praça da Luz, s/n. – Centro

Fone: 3326-0775

Espaço dos Satyros Dois

Praça Roosevelt, 134 – Centro

Fone: 3258-6345

Bar do Binho

Rua Avelino Lemos Junior, 60 – Campo Limpo

Espaço Zero

R. Goiás, 167 – Pacaembu

Fone: 3661-8658

Livraria Cultura

Shopping Villa-Lobos – Av. das Nações Unidas, 4.777 – Fone: 3024-3599

Shopping Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Fone: 3474-4033

Bourbon Shopping Pompéia – R. Turiaçú, 2.100 – Fone: 3868-5100

jueves 11 de junio de 2009

POEMAS INEDITOS DEL URUGUAYO SANTIAGO MÁRQUEZ


DOMe

PORCO

NOVA COMA

LENS LARVA KRIS LIVIA AMOUR

GIGA LACTOS GALACTA

POP POPE

PONTO

LUBRIS MOMO

POTCHA

MOME LIVI LUDIS CHROME SOULE

MICOS LEPRA

DOGMA MOMEN

MU24R3114 KRESO

DIOS ES UNA FASE ALGORÍTMICA EL BAGRE JAPONÉS

Ácido de tus manos

Árbol. Amigo, dios gris y elemental. La existencia es un hilo tendido entre dos torres. El árbol esférico de incontables troncos está esperando al ser y a la nada, como todas las cosas sobre el mundo. Es un milagro ese árbol, tanto como un árbol que resistió tormentas y a tu mirada lánguida. El mecanismo de la mano moviéndose ante nuestros ojos, es la magia desnuda ante una inteligencia similar a estanterías. Un hombre recordando la primera vez que recordó, o soñándose soñando es el válido, un átomo inteligente de estupidez. Los hombres como árboles son los únicos ejemplares de la raza humana que no son mera repetición. Un árbol inmenso proyecta con su sombra matinal el camino al oeste, en forma de vector. Los cipreses son esquizofrénicos. Los árboles son el caso más vivo de la porción de la naturaleza que está sumida en un sueño. Es el mejor ejercicio para un solitario ensamblar sistemas escatológicos y explicaciones del mundo y de la vida, también concatenar hechos y pensamientos en cadenas causales increíbles; pero las mejores soluciones son las que presentan a los árboles más inteligentes que el hombre. Vemos la ola que para una roca a la orilla del mar es menos que una respiración para nosotros. Un árbol parece ver todo a su alrededor, una botella, una guitarra, son evidentemente ciegas. La música de los árboles es la más refinada y la más fuerte.

Árbol de la muerte. Indecente árbol comiendo piedras hasta hartarse. Dios mudo y sin vacilar. Nudo de brazos extendidos a un lugar sin tiempo, amante del cielo. Puño abierto que va a alcanzar al sol, árbol de la vida, incoherente árbol hermafrodita y hermoso, clon de una estirpe muda y sin imagen, con infinitos ojos y oídos. Imagen de todas las lógicas, con su contraimagen, igual de lógica y sepultada.



SANTIAGO MÁRQUEZ

Santiago desea ser cocinero. Nació en 1986. Escribió El jardín Cercado, que pasó a integrar con la generación inmortal, Corvo y corpo y el último jardín, un libro que se llama Leprosario. Ahora trabaja en Dodo, que parece que va a correr la suerte de terminar siendo la introducción de todo lo anterior. Todo esto está inédito. Estudia letras en humanidades, con poco sentido del tiempo institucional. Leyó poesía en bares antes de que tocaran bandas de amigos. Tocó en Churrascot, Walter Ego, y la Casa sin Fotos. Como artista plástico el único contacto que tuvo con el público fue una muestra en el mincho bar, en el año 2007. Publicó las revistas de bajo presupuesto Sismo, Gol y varias que no salieron nunca, como Tengo Captor y Altalcurnia.

lunes 8 de junio de 2009

MANUEL ES MI COSECHADOR



C A P Í T U L O 2 3

M A N U E L E S M I C O S E C H A D O R
S A L M O D E L Á G U I L A

É

23:1 Manuel es mi cosechador; todo me faltará.
23:2 En camastros de violentos astros evitará descansar;
Hundido en el mar de Amalia me cosechará.
23:3 Tribulará mi alma;
Me perderá por sendas de injusticia por amor a su nombre.
23:4 Aunque ande en el Valle de la Sombra de Mi Muerte,
Me aterrorizará El Bien, porque tú estarás conmigo;
Tu jarra y tu cayado se fundirán a mi aliento.
23:5 Aderezas la mesa delante de mí en presencia de mis angustias;
Unges mi cabeza con aceite de soja; tu copa está rebosando.
23:6 Ciertamente El Mal y la Inmisericordia me seguirán todos los días de Mi Muerte,
Aunque intuya que en Casa de Manuel

habrá de invadirme su vida

por largos días.



VOZ Y POEMA: Amalia Gieschen

EDICIÓN: Matías Zadicoff

viernes 5 de junio de 2009

POEMAS INÉDITOS DEL CHILENO NICOLÁS SAID VERGARA


I


“Contigo me decido”


es la flecha carbonizada


directo a la nube de presencia,


a mi dispersión de amador potencial


Es la primera habitación nocturna


que brota desde el ladrido de una fogata


para advertirle al bosque de la lengua


sobre sus habitantes intermitentes,


clavados en la retina del árbol caído


Del verde del otro ojo cerrado,


Guiñando la desnudez formal de las palabras,


cuando mueren en los labios


Y los dejan pintados de sangre para la ocasión


Jungla de cristal que se cuela entre el rio correntoso,


Obsoletamente amarillo,


allá parecíamos vivir


Ominosos de sorpresas en las paredes del olimpo inmobiliario


Para una iluminación indecente


Sonrisa de Baco y de bacán


En la aglutinante memoria del espasmo también mojado


Medida ciega de intervención divina serás,


Atada a los ejes serpenteantes de mi dedicatoria,


Para gritar de sed en los pasillos filosos,


del fuego que vendrá entre cada casa que gire


(hasta ti de mi y sol de si)


en escalera musical de caracol


arrastrando hacia lo alto,


la lentitud y experiencia,


de la orilla mas vertiginosa de correspondencia,


esta vez,


por siempre.


II


Anudo en nulo seguro


Y anulo en nudo seguro


Como embudo de protesta que indica


origen de cruz en voltereta fatal:


Piel al contrario para los senderos abrochados en el mal:


Tu cuestión deshabitada entre los árboles de cristal


Que nos deja un otoño pesado por obsoleto y por picudo,


Como reflejo del cielo, de la tierra y sus cimientos


Espía desde las raíces hasta la punta de los ojos,


Donde pervive lo superficial y lo inculto


Entre los desheredados de la fricción


Que caminan calamidad al atarse de caminos


Conduciéndolos al limbo del orden global


III


Cuanto no quiero en cuanto callejón me encuentro


Doy vuelta la página con los signos de otro mundo,


Donde los botones aguardan pequeñas revoluciones


Para la sorpresa de volver a existir


Cuanto no quiero en cuanto callejón me encuentro


Desentierro del pasado asientos regalados de casualidad


Mientras entero me convierto en gesto a la quietud de mi piedad


Cuanto no quiero en cuanto callejón me encuentro


Elaboro fácil el recuento de la miseria humana


Y veo desde muy atrás, mi embarazo de esperanza,


En el abrazo de siempre mirarme para volver a dar


X


Nadie se acercó, nadie se acercó


Ni siquiera yo


Y eso fue la delgadez de no estar en ninguna parte


Asido al humo que emitía esa fogata inmensa desde donde los perros ladraban sus últimas protestas


Perros como nosotros y perros constantes


Perros fieles en un montón de mierda y de noche


Como apartados


Como llorando


Y pensando en esos otros ángeles y bellacos


Que escuchan un silbido en las afueras nominativas


Aspirando neopren en los rincones de los pasos


Y en una imbecilidad de fantasmas carnívoros en la colina del olvido


Y es como que hayan dicho:


Lo que he dejado de ser es una burla del tiempo/


Recuerdo mi voz como un origen circular que envuelve delgadamente la presencia de la invisibilidad del aire/


Uno lo olvida pero piensa que es algo mas que solo está completando algo mas/


Doy pasos con posibilidad de pasos/


De gesto que siguió siendo gesto y evaporación para volver a arrojarme en la tierra/


Una procesión y una graduación particular de espacios y de gente/


Una corazonada de ser un neologismo o un corazón/


Una contribución al desierto de Atacama en la época del anacoluto hermoso/


Como un espionaje atesorable a los recovecos de los sentimientos ufanos/


Una explanada de la barba/


O como un circulo polar bello y triste/


Ya que nunca termino porque arriesgo a despertarme/


Y esa es la entrega a la caja de Pandora/


Tangible/


Todavía espumosos de nube en nube/


Arrojados a la consolación de la navegación/


Como chorros de agua indecisos/


En su propio abrazo de esperma/


Porque el único hundimiento que estos brazos imploran es el hundimiento en la benevolencia del enjambre/


Desde hoy para lo lejos/


Sincreticamente en el secreto/


Como cándidas revelaciones de un tiempo exhumado/


De un futuro directo de aquellas amuralladas pasiones de leche/


Murallas de la dedicatoria de Dios a cada uno de nosotros/


Murallas naturales/


Murallas que decidimos como tareas y se repliegan a la rueda/


Como atlánticos nocturnos latiendo a la velocidad del corazón/


En el calentamiento global de las habitaciones/


El halo en los fractales/


La flor en el estiramiento/


La rosa en la mente/


Terriblemente/


Partiéndose de manera equitativa/


Entre pedacitos de masturbación y de sombra/


En donde se puede volver a inseminar una rosa/


Cuyo único color es el color de la imaginación/


Con sus espinas y con su belleza/


De existir y de no existir/


Todavía uno de nosotros dedicándonos a la verdad/


En los rincones del silencio y de su otro nacimiento/







Estudiante de literatura de la universidad Diego Portales en Santiago, Chile. Ha participado de encuentros de poesía, presentaciones de libros, dialogos de literatura, manifestaciones artisticas e intervenciones a lo largo de todo Chile y en algunos paises como Perú y Argentina, en los encuentros de poesia Poquita Fe (2006 y 2008), AQP Poesía (Peru, 2006), I encuentro nacional de poetas jóvenes, RIESGO PAIS (Valdivia, 2007), entre muchos otros. Fue becario de la fundación Pablo Neruda el año 2006.





viernes 29 de mayo de 2009

COMARCA DE AUSENCIAS

video

miércoles 13 de mayo de 2009

+ [N – 1] [o El Cadáver Exquisito de la Lengua]


INTERESCRITURA COLECTIVA HISPANOAMERICANA
II
Ese ojo que me cuida
qué hacía solo en la ciudad de los muertos
rodeado de ruinas y medusas corpóreas que se rinden ante las majestuosidades de un destello
se escucha, de fondo, un documental sobre el placer de los animales salvajes,
de las gotas de vacío y tirones en el cuerpo.Yo ya soy un cadáver, pero con un poco de paja y mármol aceitoso, con un poco de columna vertebral, con ojos como gradas,
por eso escribo como si fuera un año de personas,
voy rondando en cada paso la muerte, cual trashumante que agoniza
y es que la forma de mi B existe sólo para decir tu nombre:
Oh destilado mercurio que señalas la fiebre que me lleva!destina sobre cien cristales la razón la sombra pequeña del trabajo,
las moscas de la casa me miran a los ojos esperando que emane algún licor (pero no emano)
y después de todo, las calles se cierran como libros que jamás habremos de leer.
Leo con los ojos de ser una legiónque recuerda los témpanos en donde yacen los condenados;he aquí que la luz se acerca como un cachorro tembloroso,intervalo del ahora; en la cabellera los soplos se disgreganel Gordo Kaxike y Los Tres Pistoleros Alegres.

Andes comieron océano olvidos líticos que llovían aventura
cadavéricos hacia la influencia porcina una mentira mas / quebrar el espejo
donde mi mano se convierte en mi ojo yes cre(v)e.Vi en el arte del vidrio todas las vidas deformes de mi causa calcinada, fueron bacterias en los desiertos de la memoria,
nadie sabe que en realidad soy un hombre pues vago por la realidad como por un escondite velan mis dientes el cadáver de mi lengua
tampoco esta cama es una ofrenda literaria
este poema es una revelación
.

Versos de:
Alfonso Freire (CHI), Marcos Arcaya (CHI), Javier Alvarado (PAN), Elena Medel (ESP), Andrea Jiménez (CHI), Leopoldo Lezama (MEX), Rainier Alfaro (SAL), Fernando Trejo (MEX), Ljudevir Hlavnikov (PER), Alex Piperno (URU), Amalia Gieschen (ARG), Luis Paniagua (MEX), Alexis Figueroa (CHI), René Morales (MEX), César Cortes (MEX), Timo Berger (ARG-ALE), Salomón Valderrama (PER), Elisa Rivara (CHI), José Molina (MEX), Vanessa Martínez (PER), Gustavo Barrera (CHI), Christian Formoso (CHI), Anita Montrosis (CHI).
Iniciativa:
Héctor Hernández Montevinos (CHI).

viernes 1 de mayo de 2009

¡VIVA EL AMOR!

LES PRESENTO A MI NUEVO NOVIO:


LOS MORALES. LA PRENSA NO SABE NADA.

(en rosa lo que Evo me susurraba al oído)


IDEA y SÚPER-PRODUCCIÓN: Amalia Gieschen y Guillermo Gieschen.

jueves 30 de abril de 2009

"Un ser humano", POEMA INÉDITO DE ALE RAYMOND



La mitad del cuerpo de Juan son sus ojos,
enormes, negros y abiertos
de tal manera que parecen mirarlo todo,
absorbiendo así miles y miles de novedades.

Un cuarto del cuerpo de Juan es su cabeza,
donde va depositando ese mundo de asombros
que confunde la baba con la naranja con la teta
y la teta con la vida y la tierra.

Un quinto del cuerpo de Juan son sus rodillas,
curtidas por las baldosas, pastos y alfombras
que se deshacen en su camino.

Un décimo del cuerpo de Juan es su boca,
que propone un nuevo idioma
donde los perros y los gatos también participan
y son reyes ocupando palacios y planetas de no más de un metro veinte.

Todo el cuerpo de Juan empieza por sus manos,
esas llaves hacía el universo de plastilina
que se sostiene por un minuto
y se estrella contra el piso después.






Alejandro Raymond.

Poeta, periodista y agitador cultural. Forma parte de la revista Pipí Cucú, del programa de radio El Hombre de la Bolsa, de la editorial )el asunto(, del CC Pachamama, de la FLIa y del Dúo Alpargata (proyecto de charango y poesía compartido con Santi Ortiz); en conclusión, duerme poco y sueña mucho. En el 2005 publicó Ceci no es una pipa (poemas y cuentos, ilustrado por Sebi Nóbrega), y en el 2007, Duendes del Conurbano (con dibujos de Freddy Fernández). Ahora, en este mismo instante, está preparando el libro de cuentos Por cuatro días locos para Cóctel Molotov.

viernes 3 de abril de 2009

Sintaxis.1, de Alejandro Keller

Los invito a escuchar un diálogo entre Alejandro Keller niño y Alejandro Keller adulto:











sábado 14 de marzo de 2009

"HOMENAJE AL FIRMAMENTO", poema de Héctor Hernández Montecinos

HOMENAJE AL FIRMAMENTO

Estas son luces de la constelación del sordomudoniño


Las luces de la constelación del sordomudoniño aparecen de repente en la mitad de la noche. Resplandecen sus distancias con los colores de su venganza, y parecieran estar vivos esos cadáveres deslumbrantes en el espectro que hay entre el sonido y el fulgor.

Entre estas luces, que celebro porque encienden y queman, hay haces, también de luz, que conforman esta imagen en el firmamento nacional.

Son estas luces de esta constelación que irradian la imagen de un niño con la estrella más brillante en la mano.

La noche de los sueños


Hace algunas noches, cuando estaba muerto, me hablaron de todas estas cosas, incluso del Irradiador. Pero no pude entender los secretos de este conocimiento.

Una noche cualquiera incliné la cabeza y miré al cielo. Me produjo gran emoción. No recuerdo, ahora, si había o no estrellas, pero desde ahí en adelante supe que mi destino terminaba justamente allí.

Ese cielo que miré casi por casualidad me transmitió no sé qué secreto pacto y no sé qué secreta revelación.

Era la noche de los sueños, eso me lo vino a decir cuando yo ya escribía el sordomudoniño, quien se me apareció también así como de la nada.

Todo esto, de manera fundamental, es el inicio de mi escritura, pese a que esas estrellas el primer nombre que les di fue manchas de luz y a esa primera noche, “la noche de los sueños”.


Un sueño ha soñado


Los sueños, como los poemas, también pueden soñar. Eso me lo dijo el sordomudoniño, en una fría noche de sur.

Los sueños tienen el derecho de soñar.

La posibilidad de soñar a uno le permite poder escribir. Ese es un secreto muy mal guardado.

Es por eso que los sueños se han ido a soñar.

Y por eso además que todo sueño es a la vez un poema.


El peldaño que da inicio a la Escalera


Se puede construir el primer peldaño de la Escalera, pero no un peldaño con letras para salirse de la propia historia, sino que el primer peldaño para acercarse al estrellado cielo.

Escribir una revelación, de tal modo que todos los que quieran subir sepan cómo construir la Escalera.


[Las Tres Marías me hacen callar]


Ese sordomudoniño, no me cabe duda, fue el primero en hallar la Escalera y subir, sin llegar, hago la salvedad, a la irresistible idea de la resurrección de los opuestos.

Esa Escalera existe. Esa Escalera está esperándote, a mí también, a varios. Está esperando a los veintisiete muchachos desnudos que están en la Luna.

Hay que observar la constelación del sordomudoniño, cualquier noche de estas antes que el amanecer se lo lleve lejos y te mire desde la muerte.

(Es ahí donde está el secreto de la Escalera)


HÉCTOR HERNÁNDEZ MONTECINOS. (Santiago, Chile, 1979). Licenciado en Literatura. Doctor en Filosofía . Sus libros de poesía editados entre el 2001 y el 2003 aparecen reunidos en [guión] (LOM: Santiago, 2008), que es el primer volumen de su trilogía La Divina Revelación; [coma](MANTRA: Santiago, 2006) es el volumen siguiente y reúne su trabajo poético del 2004 al 2006. Además han aparecido los siguientes libros recopilatorios de su extensa obra Putamadre (Zignos: Lima, 2005); Ay de mí (Ripio ediciones: Stgo,2006), La poesía chilena soy yo (Mandrágora cartonera: Cochabamba, 2007),Segunda mano (Zignos: Lima, 2007), A 1000 (Lustra editores: Lima,2008), LivroUniversal (Selo Demoôio Negro: Sâo Paulo, 2008, en portugués).

miércoles 11 de marzo de 2009

RETORNO A LA INFANCIA, CON CÁMARA. POR HÉCTOR GONZÁLEZ DE CUNCO

El proyecto "Comarca de ausencias" (FONDART 2008) es el retorno de un fotógrafo chileno que cumple 60 años, a los territorios donde quedó dispersa su infancia y a la que no ha visitado desde hace tres décadas. La mitad de su vida. Al volver, todo ha cambiado, claro. Su pueblo era maderero y ferroviario, pero ahora no existe el tren ni la estación. Se están llevando los rieles del ferrocarril y ya arrasaron los bosques nativos. Tampoco encuentra ya ni una mísera foto donde colgar sus recuerdos o saciar las nostalgias. Por esa razón decide construirse una colección de imágenes que le ayuden a recordar y comienza a retratar el entorno y su paisaje humano. El territorio de este proyecto no coincide con ninguna delimitación administrativa sino con la persecusión de las vivencias de su infancia. El proyecto abarca un triángulo cuyos vértices son:
  • Cunco.
  • Temuco.
  • La cordillera Curarrehue y Chrequenco.

Yo soy ese fotógrafo y en este último año he tomado una tres mil fotografias de mi comarca natal y de su gente. Todas en blanco y negro, pese a que mi cámaras son millonarias en pixeles (Nikon D200, D300 y D3). De entre todas esas fotos vamos a selecionar 50, que ampliaremos a 50x75 centimetros con el sistema Lambda, en los talleres de Roberto Edwards Producciones, en Santiago. El único en Chile con estándares internacionales. Los marcos los construye Don Carlos Sanhueza, carpintero de Cunco, el mismo que hace cunas -donde se han criado tres generaciones de coterras-, mesas donde estudian o comen y las camas donde duermen, retozan y se reproducen los habitantes. Una vez enmarcadas, siguiendo las normas convencionales de museo, esas 50 obras constituyen la colección final del proyecto.




Padre las Casas



En esta aventura me acompañan dos co-ejecutores: el poeta y ensayista Elicura Chihuailaf (nacido a 10 kilometros de Cunco, en la comunidad mapuche de Quecherewe) y Viviana Geeregat (de Gorbea), joven profesora de lenguaje, recién titulada. Los tres formamos el equipo editorial del proyecto. Nuestra intención es que la comunidad lo sienta suyo. Por eso hemos generado encuentros con alumnos de escuelas y colegios en Cunco, Melipeuco, Padre las Casas, Temuco, Vilcun y escuelas rurales de la cordillera: para conversar las razones y los por qué de este trabajo y mostrarle fotos con un data show. También hemos visitado todas las radios locales de los pueblos que abarca la iniciativa.


Puente ferroviario sobre el Cautín

Mensualmente entregamos sus retratos a la gente que hemos fotografiado. Además de retribuirlos por habernos permitido entrar en su intimidad, pretendemos que esas fotos se incorporen a la vida de la comunidad y quizá ayuden a construir memoria colectiva. Hasta hoy hemos entregado 847 fotos, pero cabe destacar dos lugares con retribuciones masivas: en el "trafquinto" de Padre las Casas, donde repartimos un centenar de fotos y en Radio Cunco, donde repartimos una cincuentena de retratos. Como la gente está acostumbrada a que le tomen fotos que jamás ven, esas entregas me dieron credibilidad y abrieron muchas puertas.





Retribución


Al presentar el proyecto no existía la intención de realizar ninguna exposición, hasta terminarlo y hacer una muestra final. Pero en el camino se juntó el hambre con las ganas de comer: la gente quería ver sus fotos ampliadas y enmarcadas... y nosotros deseábamos integrarnos al quehacer de la comunidad. Hoy, que termina febrero, llevamos 14 exposiciones realizadas en La Araucanía.




Don Genaro en su almacén. Vilcún. Fallecido el 6 de enero de 2008.

Partimos mostrando la colección en la colectiva "Fotografia Temuco 2008",en la galeria de la Plaza Pinto de Temuco, el 5 de agosto. Después nos lanzamos a exponer en localidades donde no existe infraestructura y hubo que improvisar, pero cuidando que la presentación final fuese tan pulcra como si estuviésemos en un museo, para conseguirlo adecuamos sistemas de montaje que he visto en estos largos años de vagamundeo. Para el 18 de septiembre expusimos en la muestra costumbrista que hace la SOFO (este año reunió unas cuarenta mil personas); allí usamos finos alambres de acero para suspender las fotos a 130 centimetros del suelo, atadas en la viga del techo del galpón, a siete metros de altura. En Melipeuco, reunimos a los alumnos del Liceo Andes y de las dos escuelas básicas: la municipal y la de los curas, en el gimnasio municipal. Les explicamos el proyecto y les mostramos las fotos. Pero la mayor complicación técnica la enfrentamos cuando decidimos intervenir el espacio publico, en la Plaza Teodoro Schmit para el Dia Nacional de la Cultura. Alli, donde no hay muros ni paneles, decidimos instalar un "tendedero de ropa" (típico de los pueblos y zonas rurales) en medio del camino obligado del público asistente… y de ahí colgar las fotos enmarcadas. Así inauguramos un formato de montaje que nos permite exponer las fotos en cualquier lugar donde, basta que haya dos soportes donde atar nuestro cordel.








Expo en jardines del Museo Antropológico de Cunco


Para el segundo semestre 2009, ya tenemos confirmadas una gira por 5 universidades de en EEUU, y otra itinerancia por siete ciudades europeas (Berlin, Stuttgar, Amsterdam, Paris, Venecia, Barcelona y Sevilla), donde aparte de colgar en galerias, saldremos con nuestro "tendedero" a calles y plazas, dispuestos a resfregar las fotos en las narices de los gringos. Y la semana pasada recibí la portada del Poetry International, anuario sobre literatura que edita la San Diego State University, en California. La foto es del "trafquinto" de Collahue, en el camino que une Cunco con Temuco ("Trafquinto", para los mapuches es el tradicional lugar donde intercambian ganado, semillas, plantas medicinales... pero sobre todo información, experiencias y conocimientos).






Don Eligen Ponce Arias, detenido-desaparecido.


Las complejidades de este proyecto pusieron a prueba la supuesta experiencia de una piel curtida por 45 años en el oficio. Siempre en medios muy competitivos. Desde mis comienzos, cuando estaba en el colegio y gracias al cura que me enseñó el oficio... con 15 añitos ya le trabajaba a la BBC (bodas, bautizos y comuniones ¿que se habían creido ustedes?) Más tarde, en 1971, cuando tenía 22 años y ya estaba en Santiago, estudiando una licenciatura en matemáticas en la Facultad de Ciencias de la Universidad de Chile, me llamaron para trabajar en el sello Dicap (Discoteca del Cantar Popular), donde grababa Víctor Jara, Quilapayun, Isabel y Angel Parra, Inti Illimani, ILLAPU, más el largo y rico etcetera de la época. El golpe de estado me dejó cesante, claro... y tuve que recorrer Chile entero, retratando paisajes para vender diapositivas al mítico Villague y a los demás editores de tarjetas postales y fabricantes de calendarios. En 1975, me contrató otro sello discográico: EMI Odeon y tuve que retratar desde un telúrico QUELENTARO al desabrido Julio Iglesias. En 1978 terminé una colección de fotos de Isluga y el entonces desconocido altiplano chileno. Gracias a mi cercana vinculación con el grupo ILLAPU, me invitaron a exponerla en Nueva York, Boston, Washington y San Francisco de California. Y desde entonces nunca más he vuelto a vivir en Chile. En 1980 me instalé en Paris, Francia, pero pasando temporadas en España, EEUU e Italia donde me ha tocado hacer fotos para la industria de la moda, la publicidad, prensa, teatro, sellos discográficos, registrar procesos creativos de artistas plásticos, etc. En el 2000, Scott G. Meier, de Michigan, me arrastró a colaborar con él en sus trabajos audiovisuales: he realizado la cámara y dirigido 3 documentales, 6 o 7 videoclips y una docena de spot publicitarios.





Cocina de mi tía Uldadina




Creo que con "Comarca de ausencias" cierro un círculo vital que comencé a trazar a los 18 años, cuando me fui a Santiago, a la universidad… de paso ajusto cuentas con mis fantasmas, con mi aldea natal y con la comarca donde quedó dispersa mi infancia. Por eso hemos sumado al proyecto a jóvenes de mi pueblo, sin ninguna experiencia en estas lides. Ellos han ido aprendiendo a enmarcar bajo normas internacionales de museo y, con una dirección adecuada, hoy son capaces de montar cualquier exposición.




Héctor González de Cunco



En lengua mapuche, Cunco significa "agua clara". Está ubicada al suroriente de Temuco, a 60 Km. y a 77 km. de la frontera con Argentina. Fue fundada en 1883 y existe como comuna desde el 20 de agosto de 1918 como Fuerte Cunco. Cuenta con una superficie de 1.907 km2 y 18.339 habitantes. Está ubicada en la Provincia de Cautín, Región de La Araucanía. Integra con Gorbea, Curarrehue, Loncoche, Pucón, Toltén, y Villarrica el Distrito Electoral N° 52 y pertenece a la 15ª Circunscripción Senatorial, Araucanía Sur. (Datos Censo 2002, proyectados al 2006).

martes 3 de marzo de 2009

UN ABISMO, poema inédito de Sebastián Lalaurette

Justo el otro día les decía a mis entrañas que
sería bueno tener o clavar o gastar un silencio verdeazul
un planetoide de ira entre tanta máscara perdidosa
sin que sea –les decía yo– un manojo de instantes de
contemplación excusa de para por mientras la melancolía

supieron sabrían ellas entender
son algo son un caso no tienen nada que ver con mi cabeza
ninguna sensación hay no logo no tufillos de dolor demasiado
actuado en mi lugar
quise convencer a la linfática mirada
de gustar gastar un abismo rojinegro
algo realmente feo en cuadro de tal magia technicolor
imprimir incertezas en torrecita de huesos varios

quise decir que estén alertas y sin embargo
hay otra sirena en mí, un aullido sangrante, un
volumen aturdido en el volumen de Joyce y de los días

sucedió justo el otro día cuando el día el tiempo eternidad
el instante innombrado se puso gris y frío
en una partida de poker en un planeta que podría ser
mente
que podría ser impunemente o no
cómo imaginar –decía yo– que hay un abismo aquí en esta
pared que encierra tripas y pesadillas
no hubo eso está claro no hubo ni habrá respuesta
para las preguntas que hice el otro día

¿silencio? ¿agujero? ¿abismo? ¿mente?
no sabemos de qué estás hablando soñaron mis entrañas
aquí sólo hay un continuo revolver y un continuum y un revólver
aquí gira y estalla y es una decepción la conciencia realmente

tuve que darles la razón una razón verdeazul
algo de comer de mí tuve que darles
y algo como gatitos muertos o viejos que se quedan sin aire
para que entendieran ellas absurdas de una vez por todas

fueron días fueron fueron fueron fueron
morires como abismos en un revolver de tripas
pero no brotaba no la ira fácil como un cuchillo
no había para un inventario de confesiones limpias no había
ni botón de muestra

sería bueno sí tener un abismo como un silencio
algo feo que no sea de una fealdad
literaria una pila de huesos desparramados
con la carne prendida con las venas con el pecho
latiendo todavía una buena o estúpida razón




Sebastián Lalaurette tiene 34 años, es escritor y periodista y puede sacudir los ojos a alta velocidad. De día trabaja como redactor en el diario La Nación; jurados confundidos han premiado algunos de los cuentos y poemas que escribe por las noches, incluso al punto de que un par de ellos han sido impresos en libros de verdad. Edita Sismo Trapisonda, la revista literaria más rara del mundo (http://www.sismotrapisonda.com.ar/), y mantiene el blog El Emporio del Espejo Deformante (www.lalaurette.com.ar/emporio). Vive en un octavo piso en La Plata, donde dicta el taller literario "Sangría Francesa" (www.lalaurette.com.ar/taller). Les tiene miedo a las alturas.

sábado 28 de febrero de 2009

PARA MANUEL BARRIOS II

Confié en vos, te amé, y no es perderte lo que me lastima, sino descubrir tus putas mentiras enmascaradas como notas médicas.

En 4.48 Psicosis, de Sara Kane

miércoles 25 de febrero de 2009

EINSTEIN SOBRE LA CRISIS



(supere esta crisis: si hace click sobre la imagen, leerá mejor)

martes 17 de febrero de 2009

REVISTA SOL NEGRO/ NUMERO 3

Sol negro
número 3 - febrero 2009

“me arrancaron del sol blanco y me
trajeron al sol negro, y ahora no tengo
modo ni puerta por donde volver”

Jerome Rothenberg - Niño perdido













Orvallo

Marcelino Menéndez
Eduardo Milán
Lydia Pistagnesi
Mercedes Roffé
Carlos Barbarito
Consuelo Hernández
Mónica Nepote
Raúl Heraud
Xavier Oquendo
Ramón Peralta
Jack Farfán
Siomara España
Vicente Velasco
Jessica Freudenthal
Lucevan Vagh Owen Berg
Manuel Illanes
Juan José Rodríguez

dossier
18 poetas argentinos recientes
(1967-1982)

Guillermo Daghero
Andrés Cursaro
naKh ab Rab
Diego Muzzio
Enrique Solinas
Aníbal Cristobo
Mariano Peyrou
Santiago Llach
Marina Mariasch
Cecilia Romana
Román Antopolsky
Lola Arias
Andrés Kurfirst
Martín Rodríguez
Fernando Gioia
Juan Salzano
Ezequiel Zaidenwerg
Amalia Gieschen

Paramera

Aymará del Llano – Travesía de extramares: sobre el sujeto y su viaje por el lenguaje
Karina Falcón – El triángulo del deseo y la obsesión por el significado en la novela Cosmos de Witold Gombrowicz (Una lectura, un lector)
Enrique Verástegui – El quechua y la conciencia de la belleza
Cristián Gomez O. – Isaac Goldemberg: Canciones en busca de ser tradicionales y décimas que no lo son
Paula Winkler – Una loca en la casa
Daniel Rojas Pachas – Rescate de revistas: Tebaida y Extramuros

Pabellón obsceno

Distrito y circular de Seamus Heaney (Reinhard Huamán)
Habitación en Roma de Jorge Eduardo Eielson (Salomón Valderrama)
La ópera fantasma de Mercedes Roffé (Paul Guillén)
Humboldt de Biagio D’Angelo (Miguel Ángel Malpartida)
Estados Unidos Celestes de José Pancorvo (Gustavo Reátegui Oliva)
Délibáb enemigo del viento de Víctor Ruiz (Lía Rebaza)
El pequeño y mugroso pólack de Bruno Pólack (Diego Molina Rey de Castro)
Edificaciones trashumantes de Óscar Saldívar (José Córdova)
Un poco de aire en una boca impura de Ricardo Ayllón (Denisse Vega Farfán)
Hispanic Poetry Review, número 14 (Paul Guillén)

Visítanos en: www.sol-negro.tk

Imagen: Ejecución del abismo - Serie: Entrañas de Yulino Dávila

jueves 12 de febrero de 2009

Recordando a Julio

Hoy se cumplen 25 años de la muerte de Julio Cortázar... Revolviendo un poco, encontré lo que escribí en el 2002, para él y una revista literaria que se llamaba Oliverio. Say no more.







Julio, sus apariciones



¿Lo encontraría a Julio? Ahora que no está, que no hace falta buscarlo por la rue de Seine, por el arco que da al Quai de Conti o que sus ojos de gato telefónico brillen en la noche como un farol erguido sobre el cuerpo desnudo de su osita; que no hace falta, máxime si esa boca que mi dedo imaginaba tocar podría haber pertenecido a Julio, aunque los ojos fueran negros y no tocara saxo sino piano y yo no me llamara Edith Arón ni se tratara de Janis Joplin aunque sí Inti Illimani. Pero otra vez Cuba, el harakiri social, scotch on the rocks a las siete y media de la tarde, hormigas atravesando los ríos subterráneos de Roma, la misma nada inenarrable, idéntico el puente que había recibido a Julio con flores Madres de Plaza de Mayo y poemas Rubén Darío sobre mesita de hospital Saint Lazare. Cortázar, animal literario que para permanecer eternamente joven no necesitó de Dorian Gray ni aplicarse botox, exceptuando ciertas hormonas y el sudor acumulado mientras ejercía la docencia en Chivilcoy, sudor exprimido por Carol y esa América Latina violentamente dulce. Entonces, había dejado de ser un extranjero en su tierra para aprender a amar la batalla contra dictaduras que lo habían confinado a un exilio iniciado voluntariamente, cosa que no le impidió comprometerse y denunciar el infierno de los desaparecidos. Amar, esa palabra, encuentro entre dos extraños cuyo cuerpo constituye un límite definible y definitivo a menos que. Amar, esa comunicación imposible, salvo el deseo. ¡Si Cortázar estuviera! Son sus silencios, lo nunca dicho que dialoga con nosotros, jóvenes que no pudimos conocerlo porque estamos acá, del otro lado, es ese disco en verano que interpola a Cortázar engripado en invierno, nos da ganas de abrazarlo, de arrumar al fantasma bon vivant y bohemio, de soportar juntos alguna de esas espantosas películas húngaras. Al final no queda otra, hacerle el amor mediante lecturas y propalación de sus sueños, enamorarnos del otro que pudo haber sido Julio y que nos falle como le falló a la verdadera Maga y como él me faltó a mí, si no supe cómo, el otro y Julio que saltan desde la autopista del sur hacia el cielo, los ojos y literaturas de ambos henchidos de mí, lectora que al momento de ultimar estas palabras apuradas por cruzar el puente todavía está de este lado de la muerte.

Amalia Gieschen

En la Luna, 2002



martes 10 de febrero de 2009

POEMAS INÉDITOS DEL POETA URUGUAYO OMAR TAGORE


“Y Rubén se puso ante Joaquín, y le dijo:
No te es lícito aportar tus ofrendas al primero,
porque no has engendrado, en Israel, vástago
de posteridad...”
Evangelios Apócrifos







SEIS ÁREAS PARA EL DILUVIO QUE NO VENDRÁ



a la memoria de J. Brodsky.



I

El dolor de Joaquín conjuga la pastosa nada de un verbo inestable.
Ensambla la sombra de su mano perlada de palabras no aprendidas
sobre la saliva rígida de la madre que vacila en la salvia de la noche
entre el súbito salto a una extrema ausencia y el carcomido abrazo.
Todo ese amor que huye confluye en una misma plaza dentro del lienzo:
una línea de bramantes y un fondo lluvioso de animales en estampida.
Cuando él mira así, sus hojas se visten. Anda un tramo y una rama amiga
cae y vive sumisa a sus pies. Dice y el buen aire entra hecho virutas.
Ama tanto lo que llega como lo que se va del límite; ese roce de la cerda
contra la cuerda templada en la mesa del viento echa más leña por la boca
del sueño que, ardiendo por sus bordes, ora bajo el haz de la lupa.


II

El dolor de Joaquín repite. Reprueba callando. Calmo entra a la luz.
Es un dolor sedentario sin casa fija. De un pelaje miel que es un don
casi dormido, parecido al mío, al del hijo que en parte, parte de mí:
mi súmmum, mi somos, mi símil, mi semen, mi suma alterada de pasos
y silenciosos regresos sobre las mañanas en la greca de la tierra,
donde los rancios enigmas, las trampas y los frescos desastres son traídos
por el humo-pienso que irradia la sierpe. Ella se mueve consumida
por su mezquino y empobrecido oficio de abandonar el árbol a la hora
que los residentes ahogados por su tísico ajuar y su corsé de miasmas
despiertan en coro y luego se abandonan bajo la leña unísona para verla
revolcarse en la fiebre de su cría, besar su frente y trepar el relámpago.



III

El dolor de Joaquín repara. Responde a la hilera de dientes
(nube que pasa como un borrón o un solo pensamiento que sobrevuela
el diluvio anunciado en los pomos y en la memoria de la bisagra).
Aquí dentro el aire caliente pertenece al tórax o al desierto creciente.
Los afectos del nómade mueren con los primeros destellos del día
y sus afeites caen como densos animales fulminados por un rayo
al rozar sus colas el neutro andamiaje de los aromas domésticos.
La sierpe ama la secuencia del nómade, enumera la estabilidad
de sus grietas. Persigue con su cuaderno de planas la plenitud que cambia:
un largo movimiento que, al dragar la cima del sueño con toda la miseria
de su lomo lacónico y mitómano, afianza el deterioro de su arrastre.


IV

El dolor de Joaquín, rey sin caballo ni reino, pasea su verde aljaba,
su tierno blindaje por la casa tendida, vaciada, cosida, cauterizada,
ya sin el abrigo de los débiles misterios que con todo su desprecio
escupen los dioses menores sobre el plan de los objetos inútiles.
El dolor sin trama canta, sin trino llega aquí, sin remos piensa en ver
palabras que aún crecen planas y ocultas, bajo el manto de la mugre,
y en los resquicios, y los bretes donde no llega la temerosa música
de los hombres que solamente mueren, donde no llega el canto de la lluvia
que nace o suele nacer en su secreta Orden sembrando simetrías
entre el alma y el cardo, el melisma de la ropa sucia acumulada en el altar
(esa sangrada piedra del baño) y la memoriosa cabeza de la Gorgona.



V

El dolor de Joaquín merodea como el hermano tenue de una melodía
que envuelve minuciosamente con papeles de insomnios las apariciones
repentinas dentro del templo, como la proteica procesión de hormigas
que cada noche cruza el hierático hundimiento de la viga central del credo,
para volver a la humedad de cada muerto nombrado dentro y fuera
de las cinco bolsas de basura apiladas bajo la cruz patada de la cocina.
Por parda procesión, casi un tentáculo a oscuras, por donde se irá
el pan de la última cena, la fruta futura de la escoba, el asma inestable
de la flor de la higuera, los besos negros, los versos blancos tiznados
por la luna y el ciempiés, el nombre de la saga, el número del archimandrita
que escribe el lugar donde el polvo no es otra cosa que polvo del camino.



VI

El dolor de Joaquín, imantado silencio que ronda las mañanas hundidas
en los pliegues de los últimos anillos propone un río de áreas, un abismo
(mas de Cartago siguen enviando a la boca del sueño la apremiada leña,
mientras la cetrina cocción que lo guía se aviva. Única es la nervadura
que lo nutre en el giratorio gobierno de los días. Delenda est Carthago).
Y del dolor, padre de mi canto educado, hijo de mi llanto conducido,
santo espíritu de mi instrumento traído a rastras a través del tiempo
hasta esta tienda de campaña, he cosechado una firme ergástula colgada
del alto muro, desde la cual lucho a diario por mi ración de amor,
y cuando el cansancio trabaja en mis horas, restauro un poco el rostro
del ángel, limando, podando, trasegando en canciones el aire que sobra.




de DEL HUMO EN WITTGENSTEIN, a publicar por Estuario este año
Autor: Omar Tagore (ESCUCHE SU MÚSICA HACIENDO CLICK EN SU NOMBRE)



Poeta, músico. Nace el 5 de septiembre de 1970 en la ciudad de Tacuarembó. Ha publicado en antologías de poesía, en separatas culturales y revistas uruguayas y españolas. Su libro-poema “Azimant” fue primer premio en el Concurso Literario Municipal de Montevideo, 2001. Como músico ha editado de forma independiente “Materia de Catamarca - Los Músicos del Oeste” un disco fragmentario donde conviven la canción, el paisaje sonoro y otros seres; el mismo es parte de una “Saga” construida entre poemas, Cancioneros, Cantares y textos narrativos, que nos lleva a un mundo mítico, una mitología personal. Su obra permanece inédita y bajo el abrigo de la Cofradía de San Fructuoso.

jueves 22 de enero de 2009

Montevideo, 11 de diciembre de 2008





MEDIODÍA: Con Juan Manuel Sánchez, después de tomar un trago en Los Yuyos.




Tardecida: En una reunión con los poetas Laura Alonso, Ernesto Viñals y Sandra Míguez. En la foto, Juan Manuel Sánchez et moi.





OINK OINK!!!!


Atardecer: Fotos de la careta que me rompió en Chile un "colega" uruguayo. ¡¡¡¡Aguante la solidaridad latinoamericana, loco!!!! Fue reparada por Carol Gieschen para la ocasión. Esa sí que fue solidaria.

Una novia cansada pero feliz.



El glamour de la pizza en triangulitos.



The Killer Woman, otro personaje. Acá descansa. La inventó Scott Meier en una súper foto en Chile.



La noche: Con la bella Olga Leiva, poeta de la luz.



Juan Manuel y Yo, Papa Noëles negros.




Esperando en La Ronda a que los músicos me devolvieran mi pasaporte.




No tenía mucha cara de "me quiero volver", ¿no?




¡¡¡¡Detonadísimo!!!!





Yo chocha, cuatro horas más en las calles de Montevideo, mi ciudad.




Laura quería ir a la comisaría. Yo estaba re-pachora, después de la performance.





En la "terraza fashion" del Buquebús. Hematoma me quiso sacar una foto sorpresa pero Amalia, aunque parezca tonta, es inteligente. Palabra de Lamborghini.




Hematoma volvió a disparar el gatillo de su cámara. Yo estaba tratando de estar contenta porque no me quería volver. Así que me puse a hablar con uruguayos. ¡Llévame contigo, Uruguay querido!

domingo 18 de enero de 2009

DANZAR LA PROSA, de mi pana Rafael Toriz



La prosa se precipita hacia su propia destrucción


Michel Tournier



Hablar de la presencia es hablar de la voz: puro espectro que puebla con su ausencia. Ensayar, transcurrir discurriendo, es el arte del diálogo, la calidez de la plática. El ensayo verdadero –lo supo Platón– es una escritura a medio camino entre el teatro y la filosofía: un lugar para fantasmas.
Es la conversación la forma líquida del ensayo.
El ensayo es también el fuego, luz devoradora que expande y multiplica, con palabras como ideas, las cenizas del lenguaje.
Y por eso es un arte mayor, porque al igual que la prosa profunda sabe que no durará: el ensayo –en esencia– sólo existe y permanece en su actualización, el instante del latido y el parpadeo.
Todo ensayo, para serlo, es la sólida expresión de un pensamiento finito, sincopada luciérnaga en el campo de la noche.
Todo ensayo decoroso no aspira sino a su propia destrucción: una consciencia que colapsa en su reflejo.
Es preciso remarcarlo: la prosa tiene un origen humilde, mundano, prosaico; es pura experimentación, tanteo, levedad y sugerencia; nace en la soledad del hombre que se interroga en monólogo silente.
La poesía, por el contrario, cuenta con padrinos celestes, dioses y diablos guardianes que custodian su legado y aseguran la permanencia: Mnemosyne aguarda entre la rima y el verso, en la música de la palabra que marca su huella y sedimento.
El ensayo asume su condición pasajera: ruta de tránsito entre el pensamiento y lo pensado (escribir ensayo es tender puentes entre el pantano y la ribera).
Se escribe ensayo desde el margen, en las orillas que se presienten pero se desconocen.
Se escribe ensayo porque la vida es cuestión de gusto y vulgar la circunstancia.
Pero sobre todo, se escribe ensayo para incendiar la angustia y porque es lo único que (me) queda cuando ya te has ido.

Rafael Toriz (Xalapa, 1983) es ensayista y narrador. Obtuvo el Premio Nacional de Ensayo Carlos Fuentes en 2004. Ha sido becario de la Fundación para las Letras Mexicanas (2003-2004) y del Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (2006-2007). Ha publicado el bestiario Animalia (Universidad de Guanajuato, 2008) con litografías de Édgar Cano. Vivió unos meses en Buenos Aires, dejando una huella imborrable entre sus amigos, artistas argentinos.

viernes 16 de enero de 2009

PRESENTACIÓN DEL DOCUMENTAL DE POQUITA FE 2008 POR HÉCTOR GONZÁLEZ DE CUNCO Y SCOTT G. MEIER

miércoles 14 de enero de 2009

Los nenes



foto: Rebecca.
inocentes palomitas: Juan Manuel Sánchez y Sandra Míguez

sábado 3 de enero de 2009

Exclusivo! AMADO CHILE

Por Javier Alvarado
(Poeta. 1982, Panamá)



MEMORIAL DE CHILE CON NICANOR PARRA Y GONZALO ROJAS


Y volé a ese Chile araucánico y levité con las piedras de su cielo
Con ese constelar de las hojas de parra
y el vino remoto que me hacía roncar la sangre,
la sidra y la borgoña
Y la grandiosidad de las empanadas chilenas y comiendo saludoso
Como “un vacuno joven” e iba armando desde la inmensidad de mi barriga
Mi epopeya de las Comidas y Bebidas de Chile
Fragmento de Crónica a mi Pisada por Tierras Chilenas


Ya casi veo lejano en algún jirón de la memoria, aquella ida en el 2004 a las tierras envinadas de Chile. Iba por otro designio de la sangre. El pez nerudiano soplaba sobre mis velas y lento desde Panamá, navegué con el aire hasta Santiago. Cuatro años después se repitió la travesía. Del 7 al 12 de octubre de este 2008 tuve la oportunidad de participar del Encuentro de Poetas Poquita Fe que se dio en la capital chilena. Asistieron a la convocatoria poetas de México, Guatemala, Ecuador, Bolivia, Brasil, Argentina, Perú entre otros. El objetivo primordial era conocer lo que se está escribiendo actualmente en cuanto a poesía, las estéticas y propuestas, los proyectos editoriales y obviamente el contacto humano entre los poetas.

NICANOR PARRA- Después que hubo terminado el encuentro le propuse a la poeta mexicana Estrella del Valle que me acompañase en la aventura de tomar un bus y llegar a aquel lugar llamado Las Cruces, a ver si teníamos el privilegio de conocer al poeta Nicanor Parra. Llegamos a nuestra parada final y fuimos preguntando hasta dar con la casa del autor de Poemas y Antipoemas (libro el cual me dedicó: a Javier Alvarado de Panamá. Atte. Nicanor Parra & gracias por aparecer en las +++). La casa era de un color azul tenue y mirábamos a todas partes hasta que salió de una casa vecina una joven rubia a la cual le preguntamos por la casa del poeta. Nos preguntó: ¿Tienen cita? ¿Llamaron antes? Respondimos que no a sus interrogantes y procedió a que le indicáramos de donde veníamos. México y Panamá fue la respuesta.

Casa de Nicanor Parra en Las Cruces

Minutos después la joven sale y le preguntamos. ¿Qué dijo? Nos dice: Ahí viene a saludarlos. El impacto fue tremendo de ver al poeta, de gran estatura, encanecido y al vernos empezó a decir: Diles que no me maten!, Nos han dado la Tierra. ¿De quien es eso? Pues de Juan Rulfo!!! Le debo a México y a Rulfo esta mi casa que me compré con el premio. (Parra habla en un tono cantarino en ocasiones) Nos indagó sobre nuestra nacionalidad y a qué habíamos ido a Chile. Le hablamos del encuentro y de nuestro deseo de ir hasta Las Cruces a conocerlo. Nos presentó a una joven llamada Denise, estudiante de Literatura; luego nos miró fijamente a Estrella y a mí y nos dice: Pasen a mi casa, pero sólo por cinco minutos (Lo cual no fue cierto, pues la tertulia se extendió)

Al ingresar pudimos observar en el suelo numerosas máquinas de escribir antiguas y una estatua de mármol, la cual tenía a sus pies la siguiente inscripción. SOY FRÍGIDA Y SÓLO ME MUEVO CON FINES DE LUCRO. Al sentarnos, Parra empezó a recitar: Tuércele el cuello al cisne de engañoso plumaje. ¿De quién es eso?. Estrella y yo contestamos: De Enrique González Martínez. Luego mirándome me inquirió sobre lo que hacía y le regalé dos de mis libros y me relató que en un año que no recordaba viajó a Panamá y que en el hotel donde estaba, un individuo se anunció para hacerle una entrevista y todas las preguntas resultaron ser políticas y que al terminar, el individuo le dijo: Ven, Parra, dame un abrazo. Yo venía a matarte. Parra me dijo entonces que en Panamá, sus amigos planearon matarlo. Yo obviamente, apenado, me disculpé y él se echó a reír. Después nos contó como en Venezuela salió huyendo del aeropuerto de Caracas y luego como Fidel Castro (después que lo invitó a ser jurado del premio Casa de las Américas) lo declaró non grato en Cuba, éstas dos experiencias políticas, por no pertenecer a la Izquierda. Al rato nos relató sobre una cena que les ofreció la primera dama Nixon en la Casa Blanca y en la cual estuvieron Joseph Brodsky, Mario Vargas Llosa, Octavio Paz, entre otros. Yo procedí a interrogarlo:

_Usted conoció a Allen Ginsberg? Es cierto que él afirmaba que Los Gemidos de Pablo de Rokha lo influyó para escribir Aullido?

_Si lo conocí. Me pidió que lo llevara donde De Rokha. Le pedí que se comportara pues Pablo no veía de buen agrado a los homosexuales. Ginsberg tenía como costumbre que cuando un hombre le gustaba lo sobaba con las piernas. (Risas) Para sorpresa mía lo atendió por dos horas. Y sí él afirmaba eso de Los Gemidos…(Pausa) Saben algo… estaba leyendo e investigando sobre Carlos Pezoa Véliz, el del poema NADA. Era un pobre diablo… (Parra lo recita de memoria). En cierta ocasión, Pablito Neruda me dijo: Parra, ni tu ni yo seremos los poetas más grandes de Chile, sino Pezoa Véliz. (Se queda meditando) He estado leyendo y encontré que Augusto d`Halmar, nuestro primer Premio Nacional de Literatura que era homosexual, le escribió cartas de amor a Pezoa Véliz. Eso quiere decir que el más grande poeta de Chile es gay!! (Risas. Empieza a enseñarnos la portada de un libro de poemas de Pezoa Véliz con un retrato suyo) ¡Qué impecable era, la ropa, la corbatita, todo! Para ustedes que están jovencitos eso no es nada, pero para este viejo de noventa y cuatro años: Si lo es!! (Risas)

_Pero también se han dicho cosas de la Mistral con Doris Danna…

_Eso es una historia muy vieja en Chile. Pero pienso que ajeno a todo eso el poeta debe de cachar la guea como Pezoa Véliz. Saben quien era otro que cachaba la guea? ¡Ya viene el cortejo!..(Empieza a recitar la Marcha Triunfal) Pues Darío… Claro que cachaba la guea o no? (Parra le pide a la estudiante de Literatura que nos traigan té y luego procede a partir en pequeños pedazos una gran barra de chocolate y nos reparte a todos).

Luego nos dice que le hubiera gustado invitarnos a almorzar, que quiere tomar un reposo. Entendemos que ya es hora de marcharnos. Yo le extendí una edición de sus Poemas y Antipoemas, la cual me dedica; a Estrella le escribe una dedicatoria a propósito de un comentario sobre los traductores que a veces trasladan algo que nunca el poeta quiso decir en realidad y anotó la siguiente frase. CHISTES DE LOS TRADUCTORES A EXPENSAS DEL AUTOR. Parra nos dijo que él pensaba que lo más valioso para él eran sus Artefactos y que éstos eran precursores de algunas de las cosas que se hacen ahora, como poemas con imágenes y demás. Como todo antipoeta Parra es antifoto, no quiso fotografiarse, pero nos condujo hasta el umbral de su casa y allí a Estrella y a mi, tomándonos a cada lado nos dio un gran abrazo de despedida, estrechándonos con la fuerza de un Caupolicán sosteniendo al tronco. Nos dirigimos a Santiago luego de haber tenido la poética y antipoética experiencia de conversar con Parra junto al mar Pacífico, en Las Cruces.

En Las Cruces

GONZALO ROJAS- Posteriormente pasé la última noche en el Hostal Forestal y al día siguiente tomé un autobús que me llevaría hasta Concepción, a la estación de Talcahuano. Allí me recogió el exembajador de Chile en Panamá, don Jaime Rocha Manrique, el cual luego de que hubimos abordado su carro me dijo con gran entusiasmo:

_Mañana para ti será un gran día. Gonzalo Rojas nos recibe para que almorcemos con él.

Su amistad con Gonzalo Rojas les viene desde la infancia, ambos son natales de Lebu. Durante esa noche casi no pude conciliar el sueño pues conocer a Rojas era para mi una de las grandes experiencias que le pedía a la vida. Muy de mañana después del desayuno, llegó a la casa un señor de nombre Mario, amigo de la familia Rocha, el cual nos llevaría hasta Chillán. El trayecto es de una hora y pico más o menos. Cuando llegamos el corazón se me estremecía en la caja toráxica. El exembajador llamó a Irmita para que nos viniera a abrir la puerta. Una menuda mujer que lucía un suéter color turquesa con un delantal nos abrió. Nos hizo pasar a la casa y esperamos en un vestíbulo. Yo empecé a ver algunos adornos, unas molas panameñas fabricadas por los indígenas kunas, un retrato de la Mistral, entre otras cosas. Luego, desde el fondo de la casa escuché la anhelada voz: Ya voy, ya termino de arreglarme. En unos minutos estuvo ante mi y ante el matrimonio Rocha, Gonzalo Rojas que lucía un saco negro y su gorro de marinero.

Gonzalo Rojas viendo la bandera de Panamá

Don Jaime procedió a presentarnos y Rojas nos condujo hasta una parte de su biblioteca muy al fondo de la casa. Ahí pude ver muchos libros, entre ellos varios de Ezra Pound y uno de la poeta norteamericana Sharon Olds. . Don Jaime le dijo que había ido a Chile por el Poquita Fe y que hacía dos días había estado con Nicanor Parra Yo procedí luego a levantarme y le obsequié a Rojas un libro mío dedicado a él y una bandera de Panamá, la cual desdobló con gran interés. Mirándome me dijo: Ven, mi niño lindo, te voy a enseñar mi casa.

Me condujo a un dormitorio y me dice: Aquí duerme el Rojas pues. Había una cama doble, un televisor y varios artículos de uso personal. Luego me lleva a lo que él ha denominado “El Torreón del Renegado”, una gran torre con escalera de caracol donde suele ver al pueblo de Chillán con una pequeña mesita donde escribe. Procedimos a entrar posteriormente en un pequeño dormitorio donde había un gran retrato de Greta Garbo. Pasamos entonces a otra parte de la casa donde me enseñó la famosa cama china del poema CAMA CON ESPEJOS: (Ese mandarín hizo de todo en esta cama con espejos…), al lado de ésta una pintura de una mujer desnuda, en otra pequeña sala, varios libros, al frente de estos dos cuartos una gran sala de estar o de recibimiento.


Torreón del Renegado



La cama con espejos

_Ven, cabrito- ¿Te gustan los libros antiguos? (Señala un libro). Ésta es una antiquísima edición del Quijote.

Al rato nos paramos frente a un escaparate y me dice:

_Toma esa piedra labrada. ¿Qué te parece?

_Muy curiosa…

_Pues eso lo dan con el Cervantes…


(risas internas)


Gonzalo Rojas enseñándome el Premio Cervantes

Estando un poco solos me pregunta:

_¿Parra te atendió bien?

_Pues si, muy bien. Magníficamente.

_Pues me alegro, gran poeta, este Parra.


Conversando sobre Literatura

Nos sentamos todos alrededor de Rojas y empieza a contarnos como obtuvo el premio José Hernández cuando estuvo en Argentina, el premio Reina Sofía gracias al empeño de su mujer Hilda May y el Cervantes. Mirando un retrato de los surrealistas me dice:

_ A todos los conocí.

Luego lo empiezo a interrogar:

_¿Conoció usted a Alejo Carpentier?

_Si claro… Sé quedó varias veces en mi casa.

_¿Y a Juan Rulfo?

Se queda meditando y reflexionado.

_Claro que si, a este Juanito… Vino a un encuentro de Escritores, aburridísimo por cierto y me pidió que lo llevara donde Pablito Neruda. Lo llamé y nos recibió. Cuando Neruda lo hace subir al dormitorio le dice: Juan Rulfo de México, te presento al rumoroso y musical océano Pacífico… y cuando volteamos, Juanito estaba dormido sobre la cama de Neruda… (Risas) También recuerdo otro episodio… Me dirigí con Juanito a la casa donde vivía Neruda con la Delia del Carril y al llegar vimos a un señor gordo, borracho, que se tambaleaba, entraba y salía del fondo de la casa… Varias veces hizo eso, cuando Pablito nos recibió le preguntó: Oye, Pablo, quien es ese señor que se tambalea de un lado para otro y que anda borracho. Neruda entonces me responde. No seas insolente, Rojas, ese señor, es nada más y nada menos que Miguel Ángel Asturias que anda con mal de amores. (Risas)

Rojas se aburre se estar en esa estancia y nos convida a pasar al jardín, pintado de un rojo y azul muy fuertes (aztecas), a lo cual explica: Para recordar a mi México querido. Nos traen una botella de champagne, galletas, quesos y jamón. Ahí Rojas nos lee el poema Carbón (Veo un río veloz brillar como un cuchillo…). Le pregunto si el cree que ese es su poema más íntimo y me dice: Puede ser, pero allí el personaje es el río. Luego de ojear un poco un libro que le imprimieron en Chile llamado Esquizo me lo dedica y me lo extiende y me dice:



_Ese libro nunca lo prestes. Mira que te estoy mirando a los ojos.

Le pasé a continuación la antología publicada por Visor llamada Metamorfosis de lo Mismo, la cual también me dedicó. Luego me dijo que hace muchos años estuvo en Panamá y conoció la capital y la ciudad de Colón y que ahí pudo ver a las iguanas verdes que se dan en mi país.


















El jardín de Gonzalo Rojas


Bebiendo champagne

Después de brindar con el champagne, Irmita (De quien me despedí en la cocina y le dije: Gracias por cuidarnos a Gonzalo Rojas, a lo que ella humildemente respondió: Si, yo siempre lo cuido.) nos llamó para el almuerzo. Hubo papas hervidas, longanizas, pollo guisado, vino y coca cola. Terminado todo nos trajeron helado. Rojas ya lucía cansado de la larga jornada y decidimos retirarnos. Fue tan tierna la experiencia de recorrer junto a él su casa y sus recuerdos. Al abrazarlo para tomarnos una foto juntos les dice a todos:

_A este cabrito le gusta siempre el contacto directo.


Almuerzo con Rojas







Despedida




Retornando a Concepción no termino de creer el viaje en aquella casa con forma de tren, del divino tocado por la poesía, Gonzalo Rojas, que al morir, quiere que esparzan sus cenizas por el cielo de Lebu y cuya voz seguirá profesando su gran amor por Chile.


Gonzalo Rojas leyendo Carbón



Irmita y yo



Firmando un libro

martes 23 de diciembre de 2008

El mail de felices fiestas más raro de este año....

FELIZ 2009


Clemente Padín ensayando con el Club de Fans de Buenos Aires, Argentina, para su nueva presentación en el II Festival de Arte Urbano, Linz, Austria, 2009 (Foto RAIN RIEN).

domingo 21 de diciembre de 2008

PARA MANUEL BARRIOS